ADRA promove ações no Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e alerta para exploração silenciosa

Oficinas e palestras foram realizadas em diferentes regiões do país destacam que a escravidão contemporânea atinge principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade

O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, lembrado nesta terça-feira (28), foi marcado por ações educativas promovidas pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) em diferentes regiões do país. As atividades chamaram atenção para a persistência da escravidão contemporânea no Brasil, que hoje se manifesta de forma menos visível, mas segue associada à vulnerabilidade social, à desinformação e a falsas promessas de trabalho.

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No Rio Grande do Sul, uma das iniciativas ocorreu no Abrigo Bom Jesus, em Porto Alegre, onde acolhidos da instituição participaram de uma oficina de conscientização sobre direitos trabalhistas, situações de risco e mecanismos de proteção. O foco foi mostrar que o trabalho escravo não se resume à privação física da liberdade, mas inclui jornadas exaustivas, condições degradantes, servidão por dívida e ameaças.

Ação realizada no Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo reuniu participantes em atividade de conscientização sobre direitos e prevenção à exploração. (Foto: ADRA)

“O trabalho escravo não é só ficar preso. Ele acontece quando alguém é obrigado a trabalhar sem pagamento justo, sem liberdade para sair ou em condições desumanas”, afirma Cristiano Freitas, coordenador da ADRA RS. Segundo ele, pessoas em situação de rua ou de extrema vulnerabilidade acabam se tornando alvos frequentes de falsas promessas de emprego, moradia ou alimentação.

A oficina foi conduzida pela advogada Thaís Borba, coordenadora da ADRA e formada em Direito, e adotou uma metodologia participativa, com exemplos práticos do cotidiano e espaço para relatos pessoais. Durante a atividade, foram apresentadas as principais formas de exploração laboral, além de orientações preventivas e informações sobre canais de denúncia.

“A informação funciona como um instrumento de proteção”, diz Borba. “Quando essas pessoas conseguem identificar situações de risco, passam a reconhecer abusos e a se proteger. Esse conhecimento também pode ser multiplicado dentro de seus círculos sociais.”

Oficina promovida pela ADRA abordou formas contemporâneas de trabalho escravo e orientou participantes sobre identificação de riscos e canais de denúncia. (Foto: ADRA)

Entre os participantes estava Allan Chaider, acolhido no Abrigo Bom Jesus, que relatou ter identificado experiências de exploração em sua trajetória profissional. “Eu trabalhei anos sem férias, com carga excessiva e sempre em alerta. Hoje entendo que isso também é uma forma de trabalho escravo”, afirmou.

Além do debate, os participantes receberam material informativo com orientações claras sobre como identificar propostas abusivas, quais cuidados adotar antes de aceitar um emprego e onde buscar ajuda. Entre os canais apresentados está o Disque 100, serviço gratuito e anônimo para denúncias de violações de direitos humanos.

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