Relatório apresentado durante Comissão Diretiva Plenária reuniu líderes adventistas e reforçou o papel da organização no desenvolvimento comunitário e apoio a populações vulneráveis
No auditório, os coletes verdes chamavam atenção antes mesmo das falas começarem. Distribuídos aos líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia presentes na Comissão Diretiva Plenária sul-americana, eles marcaram a apresentação do relatório da ADRA América do Sul sobre os impactos sociais da organização em 2025.
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A Comissão Diretiva Plenária da Divisão Sul-Americana reúne administradores e líderes da Igreja Adventista dos oito países atendidos pela instituição para avaliações estratégicas, análises de projetos e alinhamentos administrativos.

Diretor da ADRA América do Sul, Rodrigo Cárcamo. (Foto: DSA)
Ao compartilhar os resultados do último ano, o diretor da ADRA América do Sul, Rodrigo Cárcamo, destacou a atuação da organização em projetos humanitários, ações de desenvolvimento comunitário e respostas a emergências realizadas em diferentes países do continente.
Em sua fala aos líderes adventistas, Cárcamo reforçou a visão da ADRA de que ações humanitárias, desenvolvimento comunitário e cuidado com as pessoas também fortalecem a presença da igreja nas comunidades.
Ao final da apresentação, ele incentivou os participantes a ampliarem o apoio às iniciativas desenvolvidas pela ADRA em seus territórios.
Segundo o diretor, o trabalho da instituição está diretamente ligado à forma como as pessoas são acolhidas e atendidas.
“Nossa preocupação é que cada colaborador da ADRA atenda as pessoas com dignidade e proximidade. Quando chegamos a uma comunidade, a uma emergência ou a um projeto social, buscamos colocar em prática aquilo que defendemos”, afirmou.
O encontro também exibiu testemunhos e resultados de projetos realizados em diferentes países da América do Sul. A organização ressaltou ainda o crescimento técnico da agência e o fortalecimento de sua atuação humanitária.
“Queremos consolidar a ADRA como uma organização reconhecida tecnicamente, mas sem perder nossa identidade e a maneira humana de atender as pessoas”, disse Cárcamo.
A parceria entre ADRA e ASA, sigla para Ação Solidária Adventista, também ganhou espaço nas discussões do encontro. A ASA é um projeto social desenvolvido pelas igrejas locais da Igreja Adventista e atua em ações comunitárias voltadas ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade.
O pastor Stanley Arco, presidente da Igreja Adventista para oito países da América do Sul, reforçou a importância da aproximação entre as duas iniciativas para ampliar o alcance das ações sociais desenvolvidas pela igreja nas comunidades.

Stanley Arco, presidente da Igreja Adventista para oito países da América do Sul.
Para Hebert Boger, responsável pela coordenação das ações da agência humanitária no Brasil, os impactos do trabalho desenvolvido pela organização vão além dos números apresentados em relatórios institucionais.
“Cada projeto desenvolvido pela ADRA carrega histórias reais de transformação. Quando uma comunidade recupera a dignidade, quando uma família encontra apoio em meio à vulnerabilidade ou quando uma emergência é atendida com cuidado e rapidez, existe ali um impacto humano muito significativo”, destacou.
Ao encerrar sua participação, Cárcamo afirmou que um dos aspectos mais marcantes de sua trajetória na organização é acompanhar mudanças na vida das pessoas atendidas pelos projetos da organização.
“Ver pessoas reencontrando esperança e transformando suas histórias é o que mais impacta. A ADRA promove desenvolvimento, dignidade e oportunidades para milhares de pessoas”, concluiu.



