História de Sucesso

 em Notícias, Roraima
Com incentivo, beneficiária do Projeto ANA impulsiona seu próprio negócio

Por Lairyne Silva

Maria Alexandra mostra com orgulho o trabalho de confeitaria que fez em agradecimento a ADRA
Foto: 2021 ADRA|Lairyne Silva

Com a pandemia, Maria Alexandra Rodrigues começou a pensar em uma maneira de ter renda e ajudar a família financeiramente. O amor por doces e pela cozinha foi o ponta pé inicial pra ela fazer bolos de aniversário. Ela é de nacionalidade Venezuelana e mora no Brasil há 5 anos e foi na cidade de Manaus que ela começou a ter mais qualidade de vida.

Através de uma amiga ele soube do Projeto ANA da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) e conseguiu realizar seu cadastro. Após receber o benefício ela conseguiu comprar um forno elétrico para economizar gás e ter maior agilidade no processo de produção dos bolos. “Antes eu utilizava várias botijas de gás por mês e gastava muito, hoje consigo economizar! É uma grande ajuda na renda da minha família”. Maria conta que o benefício da ADRA veio em boa hora, mas que sabe que é uma ajuda por pouco tempo, por isso, busca se capacitar para investir em seu próprio negócio. “ Eu fiz um curso de recheio de bolos para aprender algumas técnicas, pois aqui temos sabores variados que na Venezuela eu não conhecia. Minha cunhada também tem me ajudado muito porque ela está trabalhando com decoração de festas, então unimos o útil ao agradável. Eu sei que o benefício da ADRA é por pouco tempo então estou aproveitando para estudar e empreender”, completou.

Maria mostra o forno elétrico que comprou com o resultado do seu trabalho na cidade de Manaus.
Foto: 2021 ADRA|Lairyne Silva

Após, conhecer o marido Davi Longar eles se mudaram para uma residência que atualmente moram 6 pessoas da família. O marido também ajuda, pois, é músico e toca em alguns eventos. Rosana Longar que veio pra Manaus para ajudar na decoração de festas também possui o dom de cantar e juntos apresentam a música latina em alguns locais da cidade. O trabalho em conjunto tem ajudado a pagar as contas da casa. 

Por mês,  Maria consegue fazer em média 30 bolos de aniversários. E com as técnicas que aprendeu ela fez um bolo especial com o tema da ADRA e distribuiu para a equipe. Amor, carinho e dedicação fazem com que Maria conquiste novos sonhos. Ela pretende continuar morando no Brasil e crescer com seu empreendimento.“ Na Venezuela eu enfrentei dificuldades com a pandemia e consegui sair de lá e construir algo no Brasil. Foi o país que me acolheu e pretendo continuar morando e estudando aqui. Tenho muita coisa para aprender.”, disse feliz.

Maria Alexandra ao lado de sua cunhada Rosana Longar e o seu esposo Davi Longar.
Foto: 2021 ADRA|Lairyne Silva

O objetivo de Maria é ter sua própria empresa de bolos e doces e sua meta é fazer vários cursos voltados para a área. O próximo passo a ser conquistado é o curso de cupcakes que ela vai iniciar.  Histórias de sucesso como a de Maria inspiram muitas pessoas que foram obrigadas a deixar o seu país e desejam recomeçar.

Bolo feito e decorado manualmente por Maria Alexandra com o tema da ADRA.
Foto: 2021 ADRA|Lairyne Silva

Projeto ANA

O Projeto ANA (Ações Alimentares e não Alimentares para Migrantes Venezuelanos no Brasil), tem o objetivo de  reduzir a insegurança alimentar de 31. 427 mil pessoas entre migrantes venezuelanos e brasileiros vivendo nas áreas afetadas das cidades de Boa Vista, Corredor Migratório de Roraima (Municípios de Iracema, Amajarí, Mucajaí, Caracaraí, Rorainópolis e Pacaraima) e Manaus, ao mesmo tempo que proporciona o acesso a itens domésticos básicos e artigos de higiene. Em Pacaraima atende também as 4 comunidades indígenas: Sakaumota, Tarau Paru, Sorocaima e Bananal. O tipo de serviço consiste na entrega de vouchers (cartões com crédito)  para compra de produtos alimentícios, higiene, abrigo & assentamento, também são capacitados em promoção de higiene e sensibilização para melhor nutrição e combate a covid-19. O projeto funciona com a parceria da USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) e seus escritório FFP (Food for Peace) e OFDA (Office of U.S. Foreign Disaster Assistance).

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