Doutores de esperança

doutores de esperança

O Projeto Doutores de Esperança é realizado com a colaboração de voluntários

A figura do palhaço é antiga e normalmente associada à diversão das crianças. No ambiente hospitalar a abordagem do palhaço tem como meta auxiliar a criança se situar e sentir-se incluída naquele ambiente que tem sons, regras e hierarquia específicas. Para os adultos a realidade hospitalar não é menos assustadora, porque significa o rompimento com a rotina de vida e a submissão a um novo conjunto de regras e autoridade, numa situação distante da família e amigos. A permanência no hospital numa situação de internação, mesmo que por poucos dias, é uma experiência estressante.

doutoresObjetivo Geral:

Utilizar da paródia do palhaço que brinca de ser médico no hospital, tendo como referência a alegria e o lado saudável das crianças e adultos colaborando para a transformação do ambiente em que se inserem.

Objetivo Específico:

Levar alegria e esperança para crianças e adultos internados, familiares e funcionários dos hospitais públicos das cidades de Pinheiral, Volta Redonda e Barra Mansa no estado do Rio de Janeiro.

  • Como surgiu o projeto doutores de esperança?

Histórico:

Em maio de 2013, Betão  o fundador dos Doutores de Esperança, juntou um grupo de pessoas na Igreja Adventista do Sétimo Dia, do bairro Aterrado em Volta Redonda, para falar de um projeto humanização hospitalar com palhaços. Nessa reunião eles assistiram  o filme “O amor é contagioso”, de Patch Adams, e o documentário “Doutores da Alegria”, uma ideia de Wellington Nogueira com a edição de Mara Mourão.

No  filme o ator Robin Williams, faz o papel do estudante de medicina Hunter Doherty , conhecido como Patch Adams, que inspirou a criação de uma linha de humanização onde o Médico usa o arquétipo do Palhaço para a confrontar a completa desumanização hospitalar que havia na época.

 No Documentário do “Doutores da Alegria” vemos uma outra linha de trabalho, Fundada por Wellington Nogueira em 1991, a associação foi inspirada no trabalho do Clown Care Unit, criada por Michael Christensen, diretor do Big Apple Circus de Nova York, aqui acontece ao contrario, o Palhaço é quem se apodera do arquétipo e do ambiente  do Medico para realizar o trabalho de humanização nos hospitais. O documentário do grupo foi produzido na intenção de mostrar às pessoas como era feito esse trabalho e como ele pode ser eficiente levando em consideração os pacientes que estão em um momento delicado. A obra cinematográfica aborda as brincadeiras e a receptividade das pessoas com o grupo, gerando satisfação e conforto aos internos. Além disso, o documentário debate indiretamente o papel do palhaço na sociedade.

 doutoresO grupo inicial precisava de um líder para o projeto e o Betão queria somente ser um palhaço.  Nessa época ele  criou o nome e a logomarca, mas como não conseguiram por em prática, o projeto esfriou e as pessoas envolvidas acabaram se dispersando, ficando apenas o Betão, que  seguiu postando suas fotos maquiado e vestido como palhaço no Facebook.  Cristiane Lara Ribeiro, sua amiga na rede social, viu essas fotos e se interessou pelo o que ele estava fazendo, se encontraram e ele explicou a proposta e a convidou para fazerem um treinamento de palhaçaria com o Grupo Diga ao Mundo em Volta Redonda.

Nesse mesmo ano, o SESC (Serviço Social do Comércio) de Barra Mansa, ofereceu um Curso de humanização chamado “Riso do Bem”. Foi quando Cristiane resolveu participar, e com ela, levou também seu esposo, Eduardo Naves, e seu filho, Kauendrio Ribeiro do Amaral. Betão também participou da capacitação e lá conheceram  Roberto Antônio Duarte Adão, Antônia das Graças Naves Crisóstomo e Gina Patitucci de Oliveira. No final do curso fizeram a primeira visita na Associação de Pais e Amigos do Deficiente Mental (APADEM).

 Em setembro do mesmo ano, Betão apresentou a ideia para o  Leandro Geraldo dos Santos, marcaram uma reunião e ele aceitou a proposta de ser o gestor do projeto e ainda incentivou sua esposa Rosileia da Silva Pacífico a participar do Modulo II do curso no SESC, que os outros voluntários também fariam.

Em outubro de 2013, Leandro conseguiu escrever o projeto e em seguida aconteceu à primeira reunião do grupo de humanização hospitalar. Na ocasião, os voluntários foram distribuídos em cargos momentâneos, de Clowns (Palhaços), Staffs (Fotografia e apoio), Coordenação e Intercessão. No mês seguinte o grupo ganhou um novo integrante, o Alexandro Rodrigues Lima, que foi convidado pelo Betão. Alexandro era ator e na época tinha acabado de ser transferido para Volta Redonda vindo do Espírito Santo, foi quando ele começou a ministrar as aulas de palhaçaria.

Em 15 de fevereiro de 2014, os “Doutores de Esperança” fizeram o seu primeiro plantão em uma unidade de saúde, o Hospital Municipal de Pinheiral Aurelino Gonçalves Barbosa e também o Recanto dos Velhinhos Francisco Gonçalves Barbosa, onde conseguiram uma parceria com a Prefeitura de Pinheiral. Logo, as portas foram se abrindo para o grupo de humanização passou a visitar também os principais hospitais da região.  Hoje já tivemos presença com mídia espontânea em todos os veículos de comunicação.

esperança

  • Como as pessoas podem participar?

As inscrições são feitas através do nosso site quando anunciamos o processo seletivo.

De todos os inscritos a equipe de RH seleciona 100 pessoas.

Esses são convidados para enviarem uma apresentação em vídeo de no Maximo 30 segundos.

Esses vídeos são distribuídos analisados pelo RH e Palhaçaria, e selecionamos 50 pessoas.

Essa lista é apresentada no site e nas redes sociais seguida da convocação para a Palestra inicial ( Sensibilização) apresentada pelo Presidente e fundadores, onde apresentamos o objetivo e demais informações do Grupo.

Após a palestra os interessados agendam o treinamento para os módulos que se seguem:

Modulo 1: Ética no Voluntariado ( Todos os inscritos)

Modulo 2: Conduta hospitalar e Biosegurança (Todos os inscritos)

Modulo 3: Iniciação a Palhaçaria (Somente para os Clowns)

Modulo 4: Nascimento do Palhaço (Somente para os Clowns)

Modulo 5: Persona, Make up e Figurino. (Somente para os Clowns)

 – Palhaçatura (formatura) com apresentação do TCCC (Trabalho de conclusão do Curso de Clown) e a colação de nariz.

Modulo 6: Doutor Palhaço ( Residência médica) Cada calouro é “implantado”  em sistema de rodízio num Trio veterano com o objetivo de aprender as diversas técnicas do jogo, e após percorrer todos os trios sai em busca da formação do seu próprio Trio

Após esse período os palhaços são ingressados no treinamento continuado (aulas de teatro) e esporadicamente de especialidades ( Mágica , esculturas com balões, malabares, contação de estórias e diversas outras afins).

Essas reuniões tem também o objetivo de integração da nova turma com os veteranos e facilitar a formação de novos trios de atuação.

E um novo processo seletivo já estará sendo preparado, porque entendemos que o voluntariado é como pedalar um  monociclo, você nunca pode parar, senão o projeto cai.

palhaços e ADRA

  • Qual a importância das pessoas realizarem doações para este projeto? Porque devo doar?

Ao doar para o projeto, você estará diretamente contribuindo para que possamos levar alegria e esperança para crianças, adultos hospitalizadas e seus familiares. No ambiente hospitalar a abordagem do palhaço tem como meta auxiliar a criança se situar e sentir-se incluída naquele ambiente que tem sons, regras e hierarquia específicas. Para os adultos a realidade hospitalar não é menos assustadora, porque significa o rompimento com a rotina de vida e a submissão a um novo conjunto de regras e autoridade, numa situação distante da família e amigos. A permanência no hospital numa situação de internação, mesmo que por poucos dias, é uma experiência estressante.

O estresse psicológico leva à ativação dos eixos hipotálamo – pituitária – adrenal e simpático adrenal. A produção de glicocorticóide e catecolaminas pode influenciar diretamente vários componentes do processo de cicatrização, sendo que há evidências em animais e humanos que as respostas ao estresse psicológico podem retardar a fase de inflamação inicial do processo de cicatrização e altos níveis de ansiedade e depressão podem retardar até quatro vezes mais o tempo de cicatrização.

  • O que será feito com o dinheiro doado?

São dois os objetivos:

  1. Manter nossa escolar de palhaço formando novos profissionais.
  2. Obter equipamentos tais como: cadeiras de rodas, muletas, proteses, camas e outros, que serão emprestados à pacientes pobres quando de alta hopitalar, retornam para suas casas e não tem acesso a esses equipamentos básicos.